segunda-feira, 5 de julho de 2010

A Breve Segunda Vida de Bree Tanner

Finalmente acabei de ler o livro The Short Second Life of Bree Tanner (A Breve Segunda Vida de Bree Tanner, como os mais rápidos já devem ter percebido.), de Stephenie Meyer. Eu realmente lamento o que eu vou escrever aqui, mas eu preciso deixar registrado minha impressão sobre esse pequeno spin-off de Eclipse.
Devo começar dizendo que eu nunca fui um grande fã de Crepúsculo (e gostaria que não me xingassem até compreenderem completamente meus argumentos). Obviamente, não quero desmerecer a série, que conquistou primeiro lugar nas listas de mais vendidos do mundo todo, mas eu sempre tive um pouco de preconceito com best-sellers.
Posso dizer que li todos os livros da série (Crepúsculo, Lua Nova, Eclipse, Amanhecer) atentamente, e minha primeira sensação concreta sobre a história, ao terminar de ler Crepúsculo, foi a de decepção. Decepção no sentido de encontrar uma escrita muito vaga, simplória, contando uma história de amor impossível puramente comercial.
Admito, a história começa a ficar melhor ao decorrer da série, principalmente em Eclipse (eu realmente gostei do filme, ao pelo menos, não dormi como nos dois anteriores), culminando com Amanhecer e um bom encerramento da história. Nada fantástico, de tirar o fôlego, mas ainda assim, uma maneira de salvar a idéia original da série.
Então, depois do fim da série, e do lançamento de “A Hospedeira” (abro um parênteses para parabenizar Stephenie Meyer por esse que é um dos meus livros preferidos – um sinal de que minha crítica não é voltada a autora, mas sim a saga Crepúsculo em si), temos o lançamento de mais um livro, “extraído” de Eclipse. A Breve Segunda Vida de Bree Tanner.
Depois da maravilha que foi A Hospedeira, que me cativou completamente, eu imaginei que a história desse pequeno livro, apenas com 177 páginas na versão em inglês fosse tão interessante quanto. A proposta é boa: utulizar uma personagem condenada, e explicar a história do ponto de vista dela, mesmo que todos saibamos que ela vai morrer no final.
E mais uma vez: decepção. As 177 páginas são escritas sem nenhuma interrupção, sem capítulos ou pausas, o que (para mim) tornou a leitura extremamente cansativa e sem fim. Não se pode destacar momentos importantes para a trama no livro, pois ele simplesmente não tem momentos de clímax, exceto pelo próprio fim, nas cinco últimas páginas.
Infelizmente, para mim, não valeu a pena o tempo perdido com essa narrativa, o que é realmente triste, já que ela tinha tudo para ser bastante interessante. Se a intenção era fazer perceber que nenhuma perspectiva é completa, conseguiu. Mas se a intenção criar um enredo emocionante para essa personagem tão cativante, Bree, para mim, ficou devendo.

Nenhum comentário: