quinta-feira, 15 de julho de 2010

Exclusivo 2 – Só para Convidados


Kate Brian tinha me conquistado quando eu li Exclusivo. Muita gente pode achar que é mais um livro adolescente com a mesma história sempre, mas a verdade é que Exclusivo é muito mais que isso. A série de livros tem 11 volumes e uma prequel, e devido ao sucesso (primeiro lugar no New York Times), ganhou até uma webserie, que infelizmente é bloqueada no Brasil (eu tentei encontrar para download, ou outro link, mas não achei).
A história se passa em um colégio interno, Easton, onde Reed Brennan, uma bolsista com uma família proplemática, chega desacreditada e isolada. A história, que parece ser previsível, é cheia de reviravoltas, até que Reed é aceita no dormitório Billings, o mais exclusivo do campus, onde as meninas mais bem sucedidas estão.
A partir daí, a trama fica mais complicada, com personagens tocantes, e situações um tanto inusitadas. Pois bem, o segundo volume – Só para Convidados – começa quando Reed finalmente é uma das meninas do Billings. Infelizmente, seu namorado (e traficante de drogas no colégio), Thomas, está desaparecido e ela não tem outra escolha a não ser aceitar os conselhos de suas novas “amigas”.
Entretanto, as coisas não vão tão bem quanto planejado, depois de uma das festas exclusivas e escondidas no bosque. Reed acaba bebendo demais e acordando para o que parece ser uma temporada terrível de exploração por parte das colegas, que se aproveitam da menina nova, e de uma chantagem por parte da sua colega de quarto.
Enquanto isso, Reed precisa estudar, e se preocupar com a presença constante de policiais no colégio, investigando o desaparecimento de Thomas. E a chegada da Legado, a festa mais importante e exclusiva da temporada não ajuda a garota a se ajustar, já que ela não pode ir sem ser convidada.
Para mim, esse livro foi uma sacada genial da autora. Conduzindo a história até o fim com reviravoltas surpreendentes, e um final arrebatador, somos transportados para dentro dos cenários da Academia Easton. Tenho que admitir que eu gosto de livros YA (Young Adults), mas Exclusivo é muito mais do que isso. Leiam, que eu tenho certeza de que vocês vão gostar.
Comentários, sugestões, e pedidos de livros são aceitos nos comentários (agora que eu liberei geral). Estou acabando de ler mais um livro, e até o final de semana, eu acho que consigo atualizar o blog novamente.
Vejo vocês na vida. Paz.

terça-feira, 13 de julho de 2010

Quinta Avenida Nº 1

Eu demorei para voltar a escrever, sim, por que o livro que eu estava lendo era um tanto quanto comprido. Acabei no fim de semana, mas só agora tive tempo para deixar minhas considerações anotadas aqui. Sem mais delongas, vamos lá.
Quinta Avenida Nº 1. Talvez você não conheça o livro, mas com certeza conhece a autora, Candace Bushnell. Não? Ela é a autora do livro que deu origem a série Sex and the City. Pronto, já sabe quem é.
O estilo de Candace chega a ser quase maternal. Ela consegue expressar pontos de vista sem pudor, e mesmo assim, não soar vulgar. Considerada uma das mais expressivas crônistas sociais dos dias de hoje, seus livros tratam de temas corriqueiros como dinheiro e relacionamento, e nem por isso sua escrita é fútil. Pelo contrário, sempre inteligente e com um humor com uma pitada de sarcasmo, ela consegue criar personagens cativantes e psicologicamente muito interessantes.
Eu já era fã dessa mulher ao ler Quatro Loutras, outro livro dela, com quatro histórias de diferentes mulheres (loiras, obviamente) atrás de seus objetivos. Mas Quinta Avenida nº 1 definitivamente me conquistou. A sensação que se tem ao ler o livro é que você está acompanhando de fato a vida de todos os personagens, vivendo os dramas ao lado deles.
Mas quem é a personagem principal do livro? Mindy, Schiffer, Lola, Billy, Enid, Philip ou outro dentre as dezenas? Não. A personagem principal do livro é esse edifício no final da Quinta Avenida em New York. O prédio (que realmente existe) é o cenário e o motivador de toda a trama do livro. Seus personagens vivem nele e por ele.
A infinidade de personagens, cada um desenhado cuidadosamente e com uma personalidade distinta torna a escrita muito agradável de ser ler. Somos expostos sem restrição aos pensamentos mais profundos, e os dramas mais inusitados de cada indivíduo, seu lado bom e seu lado podre. É impossível escolher alguém dentro os moradores para preferido. Os pontos de vista de cada um são tão definidos e esmiuçados que por um momento odiamos alguém, e no capítulo seguinte sentimos pena.
A trama é multifacetada, cheia de reviravoltas, um tom de mistério, romance, sexo, e dinheiro, muito dinheiro. Os segredos são abundantes, e as tramas de cada um para prevalecer no edifício são muito inventivas. Ao terminar de ler o livro, você sente como se também morasse no nº 1 da Quinta Avenida.
Com certeza, foi um dos livros que eu mais gostei de ler, e pretendo relê-lo logo que terminar a pilha de livros que tenho ainda. Tenho certeza que você também vai se apaixonar.

terça-feira, 6 de julho de 2010

Tão Ontem

Ainda ontem eu soltei uma pequena consideração sobre um livro, certo? Então por que hoje mesmo eu já estou fazendo outra postagem? Ontem a noite, começei um livro novo. Tão Ontem, de Scott Westerfeld (da Galera Record). Já disse que acabei de sair do Ensino Médio (tudo bem, dois anos atrás), então é basicamente sobre isso que estou escrevendo. Mas não basta conhecer as histórias por trás do tempo pré-formatura. Preciso saber como descreve-lo de forma convincente. Por isso, tenho que ler livros adolescentes, certo?
Foi esse pensamento que me interessou por Tão Ontem. Ganhei o livro de aniversário (obrigado, Lari!), e demorei para começar a ler, pois já tinha outros livros esperando na fila. Quando finalmente comecei, na noite passada, eu simplesmente não pude largar o livro até que tivesse terminado, lá pela uma hora da manhã.
Isso por que Tão Ontem não é um livro simplesmente adolescente. É um livro sobre marketing. Sobre propaganda. O autor consegue utilizar uma trama engenhosa (e muito boa, por sinal) para fazer declarações a respeito do mundo comercial. Com várias sacadas interessantes, e a utilização de vários codinomes, ele realmente prende a atenção até o final, num ritmo frenético, onde um capítulo leva ao outro tão suavemente que você não consegue parar.
Isso, aliado ao fato de ele não fazer propaganda de nenhuma marca (todas as marcas são substituídas por fatos relativos, ou seja, você precisa conhecer um pouquinho de cultura para perceber qual é), cria uma narrativa gostosa de ler, e bem inteligente.
Mas não pensem que o livro é sobre consumismo. Também é. Mas como eu já disse, a trama não deixa a desejar, intercalando momentos de tensão com explosões cômicas e até uma pitada de romance. O personagem principal Hunter, e sua nova amiga Jen vivem momentos únicos a cada capítulo, investigando um aparente “crime”, que serve de pano de fundo para situações um tanto inusitadas.
Por fim, só posso dizer que eu gostei muito do livro, e que quem tiver a oportunidade de ler, posso apostar que também vai ficar preso da primeira a última página.
Se você já leu, ou tem vontade, deixe um comentário! Sugestões de livros são sempre bem-vindas. Até a próxima!

segunda-feira, 5 de julho de 2010

A Breve Segunda Vida de Bree Tanner

Finalmente acabei de ler o livro The Short Second Life of Bree Tanner (A Breve Segunda Vida de Bree Tanner, como os mais rápidos já devem ter percebido.), de Stephenie Meyer. Eu realmente lamento o que eu vou escrever aqui, mas eu preciso deixar registrado minha impressão sobre esse pequeno spin-off de Eclipse.
Devo começar dizendo que eu nunca fui um grande fã de Crepúsculo (e gostaria que não me xingassem até compreenderem completamente meus argumentos). Obviamente, não quero desmerecer a série, que conquistou primeiro lugar nas listas de mais vendidos do mundo todo, mas eu sempre tive um pouco de preconceito com best-sellers.
Posso dizer que li todos os livros da série (Crepúsculo, Lua Nova, Eclipse, Amanhecer) atentamente, e minha primeira sensação concreta sobre a história, ao terminar de ler Crepúsculo, foi a de decepção. Decepção no sentido de encontrar uma escrita muito vaga, simplória, contando uma história de amor impossível puramente comercial.
Admito, a história começa a ficar melhor ao decorrer da série, principalmente em Eclipse (eu realmente gostei do filme, ao pelo menos, não dormi como nos dois anteriores), culminando com Amanhecer e um bom encerramento da história. Nada fantástico, de tirar o fôlego, mas ainda assim, uma maneira de salvar a idéia original da série.
Então, depois do fim da série, e do lançamento de “A Hospedeira” (abro um parênteses para parabenizar Stephenie Meyer por esse que é um dos meus livros preferidos – um sinal de que minha crítica não é voltada a autora, mas sim a saga Crepúsculo em si), temos o lançamento de mais um livro, “extraído” de Eclipse. A Breve Segunda Vida de Bree Tanner.
Depois da maravilha que foi A Hospedeira, que me cativou completamente, eu imaginei que a história desse pequeno livro, apenas com 177 páginas na versão em inglês fosse tão interessante quanto. A proposta é boa: utulizar uma personagem condenada, e explicar a história do ponto de vista dela, mesmo que todos saibamos que ela vai morrer no final.
E mais uma vez: decepção. As 177 páginas são escritas sem nenhuma interrupção, sem capítulos ou pausas, o que (para mim) tornou a leitura extremamente cansativa e sem fim. Não se pode destacar momentos importantes para a trama no livro, pois ele simplesmente não tem momentos de clímax, exceto pelo próprio fim, nas cinco últimas páginas.
Infelizmente, para mim, não valeu a pena o tempo perdido com essa narrativa, o que é realmente triste, já que ela tinha tudo para ser bastante interessante. Se a intenção era fazer perceber que nenhuma perspectiva é completa, conseguiu. Mas se a intenção criar um enredo emocionante para essa personagem tão cativante, Bree, para mim, ficou devendo.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Como se tornar um escritor

 

Um dos meus (talvez o maior) sonho sempre foi ser um escritor. Eu ainda lembro do primeiro livro que eu li e que despertou minha paixão por essa arte. Desde então eu tenho desejado me tornar um escritor. Um bom escritor. Um escritor que consiga exprimir suas idéias de modo compreensivo e tocante para os que leem. Mas desde que essa decisão foi tomada, eu tenho me deparado com um problema: como ser esse escritor?

Procurei até mesmo no Google uma resposta para essa pergunta inquietante, e que estava atrasando minha escrita. E o que eu consegui? Nada. Páginas (de livros e da internet) e páginas depois, eu acho que finalmente cheguei a uma conclusão.

O único ponto em que todas as minhas “fontes” concordavam era o seguinte: um escritor deve escrever sobre o que ele conhece. Que simples! Não, não é. Agora com 19 anos, como eu poderia escrever sobre o que eu conheço, não tendo vivido nem a metade da vida? (Ou assim espero eu…)

E eu descobri a resposta: não existe uma fórmula secreta para se tornar um escritor. Não existe um padrão a ser seguido. Milhões de livros estão aí para provar o que estou dizendo. Cada um tem um estilo tão único, que não se pode comparar ou chegar a um acordo para o que eu devo escrever. Ou seja: devo escrever sobre o que eu conheço.

No colégio, eu tinha que escrever contos. Nunca romances longos. Isso era apenas para os profissionais. Eu queria ser um deles. Eu queria ser um desses profissionais que inspiram os alunos do meu tipo, que leem e desejam ser tão bons quantos seus autores preferidos.

Com esse pensamento me corroendo, eu finalmente tomei coragem para escrever algo mais complexo que os contos que eram pedidos na escola. Devo deixar um pouco a modéstia de lado para dizer que eu era um bom escritor de contos. Minhas professoras me elogiavam, meus amigos pediam para eu repetir a leitura na frente da sala inteira. Envergonhava, é claro, mas também me dava um grande sentimento de satisfação ao saber que alguém gostava do que eu escrevia.

Mas eu era bem mais jovem, e não estava preparado para assumir um desafio tão grande. Hoje, após terminar o ensino médio, e perceber que para mim não há outro caminho que não o da escrita, eu finalmente reuni coragem para sair da minha zona de conforto e abraçar um desafio maior.

Obviamente, isso tomou tempo, e eu estou aqui ainda escrevendo, aperfeiçoando o que já foi escrito e escrevendo ainda mais. De qualquer forma, eu me deparo com 52 páginas que já consegui escrever, que seguem uma mesma linha. E o enredo dessa história está formado na minha cabeça, de forma que eu tenho fé que consiga terminar. Pode parecer pouco, e realmente é. Mas escrever é, ao mesmo tempo, extremamente fácil, e escruciantemente desafiador.

E finalmente eu encontrei uma resposta satisfatória para minha pergunta. Só se torna um escritor quem escreve.